Edícula Habitável


Equação

(19 – 2) – 18 = esperança

 

Meus portos: Macapá, Belém, Viçosa, Porto Velho 

 

Para muitos desempregados hoje é apenas mais um dia. Para outros é o Dia do Trabalho ou do trabalhador. Outros lembrarão que é o dia de aniversário de morte do Ayrton Senna. Para mim é  dia marcante também, foi num 1º. de maio, há 19 anos,  que atraquei o meu barco neste Porto Velho.

 

Os 19 anos de Rondônia suplantam os 18 anos de “nascida e criada” em Macapá. Pronto, agora já posso, além de me emocionar com o Hino de Rondônia , bater no peito e dizer : “... eu sou rondoniense, eu sou daqui e exijo respeito”, como dizem os  personagens da propaganda oficial do governo do estado.

 

“Degredada filha do Amapá que sou”, sempre fiz essa conta: se quisesse realmente voltar pra minha terra, não poderia deixar essa ultrapassagem acontecer. Mas, pensando bem, a conta ainda não está fechada, subtraia-se destes 19, os 2 anos passados no mestrado em Minas Gerais, e teremos aí o saldo de 1 ano a favor do Amapá.

 

O jogo portanto não está totalmente perdido, até porque ficar aqui não é perda, mas ir para o Amapá com certeza é ganho. Ganho com novas perspectivas de trabalho e de estudo, e ganhar o convívio mais próximo com a Grande Família , e com as novas e antigas amizades firmadas “na minha casa”.

 

E assim, entre planos e sonhos lançados ao ar, sigo dançando conforme a música: ora vou de Hino de Rondônia, ora vou de “Solidão Urbana” (Zé Miguel, no disco Lume) que faz coro à minha vontade de " voltar pra casa!" :

....
Eu preciso voltar...

Vou voltar de qualquer jeito
Se preciso a pé
Com sorte na carona de um caminhão
Quem sabe de avião
Nem que seja na asa
Eu vou voltar pra casa...

Eu vou voltar, pra minha casa!
...


Escrito por Vania Beatriz às 11h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


As orações de mamãe

Mamãe, com o Pe. José recebendo o vale-bicicleta, que ganhou por ter tirado o primeiro lugar em uma Gincana sobre conhecimentos biblícos.

 

Quando eu era criança só ouvia os vizinhos e parentes chamarem mamãe pelo nome de Biata. Julguei que esse fosse mesmo o seu nome, só na adolescência vim a descobrir que o nome de mamãe era Beatriz, como o meu.

 

Eu já havia saído de casa , quando o apelido de mamãe mudou para D. Bia. Ela livrou-se do apelido mas não da carolice. Mamãe é uma beata daquelas que vai a missa todos os dias (ou quase).

 

Essa intimidade com a reza ela transfere para os santos, como já contei no meu livro de crônicas:

 

As vezes , quando a ouço clamar aos céus por pedido tão bobo, do tipo , “ a meu Deus , tomara que não chova , que é pra secar essa montanha de roupas” eu a advirto:

 - mamãe, não fique “alugando” Deus, com causas pequenas. Não peça para não chover, pois os agricultores estão precisando mais de chuva do que a senhora de sol.

 

Mas mamãe é uma beata incorrigível. No domingo passado, voltando de viagem, liguei do aeroporto de Brasília, para tomar-lhe a benção semanal e avisá-la de que já estava no rumo de casa. Um sossego que seria desassossego, pois sabia que ela estaria rezando pelo avião levantar e pousar sem turbulências.

 

Neste domingo, quando nos falamos ao telefone novamente, ela me perguntou: e como foi de viagem ao Rio de Janeiro?

- Eu não fui ao RJ mãe, fui a São Paulo.

 

E ela: - ah não? E eu aqui pedindo a Deus que a minha filha não pegasse essa dengue que está dando no Rio de Janeiro.

 

E assim minha mãe vai queimando suas fichas com Deus. ;-)



Escrito por Vania Beatriz às 03h37
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Ecos da Viagem

Há muito pra contar, depois de uma semana de viagem no trecho P. Velho – São Paulo, mas há muito mais a fazer: estudar, trabalhar, cuidar da família. Então só uns flash:

 

 ANTES - Saída de P.Velho na madrugada do dia 14. Sem atraso. Café na madrugada, café no amanhecer. As 10hs estávamos em SP, ao meio-dia em Atibaia. Chegamos em boa hora , a do almoço.

 

 

DURANTE

 

Congresso de terça a quinta-feira. Muita discussão, e emoção. Lideranças renovadas. As noites eram reservadas para atividades culturais. A turma do Norte, sempre unida.  Valmir, do Pará, cantou e eu acompanhei: “...era uma vez na Amazônia, a mais bonita floresta....”.

 

Revi colegas que há muito tempo passaram pela Unidade e pela minha vida: Alexandre, que está no Ceará;  Lenildo, que está em Brasília e JK na Paraíba. E aqueles, com quem estivemos na plenária Norte, em Macapá. Amizades que se solidificam.

 

Atlântida Park Hotel, no início maravilhada com o excelente atendimento, mas no final, decepção: roubaram a calça com a qual eu viajaria. Em protesto fui enrolada na toalha, reclamar na recepção. Não deu em nada, a gerência disse não poder se responsabilizar!

 

DEPOIS

Sexta – Tour por São Paulo. Detesto a muvuca da 25 de março, mas fui. O melhor mesmo  foi o depois: almoçar  no Mercado Municipal sempre movimentadissimo!

 

Sábado/Dom -  Em  Santos (Praia Grande) , com os amigos  2x4. “mais do que colegas, mais do que amigos, somos seres irmanados pelo Universo”: Daniel, Joana, Mirilete, Rubens e Simone.

 

Dom/ Seg  - Corrida maluca na volta pra SP. Medo de congestionamento , ônibus perdido, corrida maluca e uma carona até Guarulhos.  Mala, malex e de mochila nas costas fui ao encontro da amiga Dani, que me levou  a uma maratona de compras de sapatos ( eu adorei ter uma sessão tamanho 40 só pra mim!

Experimentei UM MONTE!Cada um mais lindo que o outro. Mas comprei apenas 3 pares, e renuncia a muitos outros, pelo bem  do exercício do consumo responsável, e em nome das crianças que passam fome na África! (sério!).

 

Na segunda de feriado em SP, fomos à muvuca da 25 de Março e almoço no Mercado Municipal. A modéstia não me impede de revelar, que quando eu estava em visita ao famoso Mercado, a imprensa correu pra fazer a "cobertura do evento". Atendendo ao pedido dos fãs, vou liberar uma foto. ;-)

 

 

Antes de embarcar, fui na Japan Airline, deixar um pacotinho de lembranças para Márcia , uma amizade de internet ( não pudemos nos conhecer , mas trocamos telefonemas e gentilezas). Ela enviou pelo marido um pacote que trouxe do Canadá para mim e outro que veio de NY, uma grande surpresa.

Por minha vez, mandei pelo portador, uma caixinha com sequilhos de cupuaçu, um livro meu e um colar do artesanato indígena do Amapá.  Coisas que a rede de amizades firmadas através da internet cria, e eu acho maravilhoso.

 

Na volta – madrugada de 22 de abril , no aeroporto de Brasília.

Encontrei uma amiga e seu filho de 3 anos. O garoto, cansado de esperar pela saída do vôo , assumiu o seu lado "enfant terrible": fazia seus carrinhos voarem no rumo de outros passageiros. Culpa da TAM que atrasou o vôo por mais de 2h, e ninguém respondia a uma perguntinha básica do pequeno: - mãe, porque que a gente não vai logo pra esse avião?



Escrito por Vania Beatriz às 01h14
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 
Meu perfil


BRASIL, Mulher, de 46 a 55 anos, Portuguese, French, Arte e cultura, Música
MSN -



Histórico


Categorias
Todas as mensagens Evento



Votação
Dê uma nota para
meu blog



Outros sites
 Alcilene
 Alcinea
 Alys
 Alcyr Guimarães
 Carla Visi
 Cartas do Mestre
 Correa Neto
 Diário da Vovó
 Flávia Nogueira
 França:umsonhodeviagem
 Koala
 Manejo Florestal
 Pavulagens da Nutriane
 Torrado da Lili
 UOL
 Wânia
 Zany
 Sindrome de Estocolmo
 Por Onde andou meu coração
 Nath na Espanha
 Zana
 JustSara
 Farofa na Neve
 Paella com Guaraná
 Mamá em Portugal
 Anunciação
 Lucy F.
 Tetê
 Hidrelétricas do Rio Madeira