Notícias em 3 Tempos
Notícias em três tempos:
 
1- Tempo de estudar
Férias!!!! Pelo menos da faculdade. O que já é um alívio, e mais tempo para fazer outras coisas Pra fechar o semestre com chave de ouro o professor, deu uma prova de lascar! Não que a prova tenha sido ruim, eu achei ótima, pois faz mais pensar e tomar decisões sobre o meu texto, do que lembrar alguma coisa decorada.
Pena que eu estava cansada e a prova foi longa. Passando a régua: valeu o aprendizado do semestre, exercitei mais e melhor (?) o meu lado editora, e a minha paciência com aquele professor nada modesto, e com aquelas colegas sentadas em cima do piano que eu carreguei praticamente sozinha.
2- Tempo de Pesquisar
Enquanto isso, a Grande Nação dos Peskisonhanhas , finalmente anunciou o resultado das propostas de estudos aprovadas para “traduzir” conhecimentos indígenas. Não deu pra ninguém da Tribo dos Eumiaxu. O povo do Norte e do Nordeste só foi contemplado, com menos de 10% dos recursos. Quase 60% do total dos recursos foram destinados aos peskisonhanhas do Sudeste maravilha. A distribuição equitativa de recursos para pesquisa é política ignorada. É por isso que muitos caciques das “nações amigas” se arvoram em vir falar e discursar sobre a Amazônia, sem conhecimento de causa.
Mas, fazendo o jogo do contente, melhor assim, ganho tempo para finalizar bem o projeto em andamento, ganho folêgo e preparo para iniciar um novo projeto, enquanto busco outras fontes de financiamento para o projeto não contemplado com os recursos da Grande Nação.
3- Tempo de Corujar
A filha linda e estudiosa, que abandonou o treino de voleibol na ULBRA, para se dedicar aos estudos ( conclusão do terceiro ano e fazer o vestibular). O filho lindo e grandão, jogador de voleibol pelo time da faculdade São Lucas, que ontem embarcou para participar dos Jubs 2008 , em Maceió
Escrito por Vania Beatriz às 12h29
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Mais responsabilidade ambiental, menos mico
Porque hoje é feriado em Porto Velho, me permiti roubar um pouquinho do meu tempo , para visitar alguns dos meus blogs preferidos, de minhas conterrâneas. Fui no Pavulagem da Ro: Meu Arraial e no Repiquete no Meio do Mundo da Alcilene.
Neste, no post do dia 15/06, ela reporta uma festa elegante em Macapá. Ao ver as fotos, me ocorreu uma crítica. Mas como meu comentário poderia ser mal interpretado, desisti de postar lá e o faço aqui, pois aqui o espaço é meu e melhor explico meu ponto de vista.
Mas enfim, acho o UÓ essa moda de fazerem festa elegante e agraciarem pessoas super bem-vestidas com várias quinquilharias (pretensos brindes p/ animar a festa, que nem é de carnaval!) que a meu ver acabam com a elegância e só aumentam o consumo irresponsável. Tudo material descartável, contribuição para o lixo nosso de cada dia, que não contribui para a sustentabilidade do Planeta!
Sem falar, que ainda baixa o espírito de pobre em alguns que querem pegar de todos os tipos de brindes, gerando uma constrangedora disputa por coisas que vão de poás multi-coloridos, apitos, colares e pulseiras reluzentes no escuro, até sofisticados pares de sandálias personalizadas. Fora o que eu não sei, pois é raro eu freqüentar esse tipo de festa.
Há de chegar o dia em que estas fotos serão olhadas e lamentado ter participado deste "circo" inventado pelas empresas de promoções de evento. Eu já lamento desde hoje. E desde a festa de formatura de meu filho, decidi , me recuso a pegar/posar com qualquer troço destes, da mesma forma que na padaria, recuso que me sirvam uma fatia de bolo de macaxeira, numa bandeja de isopor.
Certa vez fui a festa de 15 anos da filha de um amigo meu, ele que é todo tímido, introspectivo, quando colocou uns acessórios destes, me surpreendeu, se soltou, dançou animado. A autêntica alegria de participar de uma festa precisa ser mascarada por estes acessórios?

Escrito por Vania Beatriz às 13h00
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Pedaços de mim
A primeira semana do mês já e foi e eu continuo correndo, tentando me colocar em dia com o muito “A FAZER” e assim a arte de blogar, que já foi meu vício diário, vai ficando de lado, o que ficou foi a fama de D. Blogueira (é só assim que o meu filho me chama) e as amizades com as Luluzinhas , que parece também desistiram de freqüentar a cozinha do nosso mais Tosco, pobre e sentimental amigo blogueiro.
Em tempo de espera
O resultado do edital do novo projeto foi adiado mais uma vez, desta vez sine die. Menos mal, assim eu vou tocando o outro que já está prestes a acabar e ainda há muito a fazer. O pior é que já tem gente querendo saber “...como fica a repartição dos bens?” Ora, vai primeiro trabalhar, gerar resultados!
Jornalismo cultural
Estou fazendo uma pesquisa sobre jornalismo cultural em Rondônia
O que era uma proposta simples está crescendo e me fazendo querer descobrir muito mais. Seria preciso contatar com muita gente, pra reconstituir a história do jornalismo cultural em Porto Velho, para além do tempo em que eu publicava crônicas no Alto Madeira.
Eu bem poderia estar fazendo jornalismo cientifico que é o meu igarapé, mas fui na corda das colegas, então agüente Vânia!
Educação Ambiental
Enquanto o outro projeto não vem, vou iniciar as atividades do projeto de Educação Ambiental Coorporativa. Por sinal, estamos de ânimo novo na CIEARO com a mudança na coordenação. Levamos um pequeno grupo para a caminhada do Dia Mundial do Meio Ambiente , mas um ganho de 500% em relação ao ano passado ( rsrsrsr). Antes do final do mês irei à Brasília para um treinamento desse projeto. Pena que a moça das Pavulagens está agora na Alemanha, seria uma oportunidade de colocarmos o papo em dia e eu me limpar com ela, levando o molho de pimenta há muito prometido.

Videoclipes e Cavalgada
No sábado de cavalgada em porto velho, voltei na Escola Marcelo Cândia para dar continuidade a produção dos videoclipes. A frequência dos alunos foi baixíssima , disseram que foi por causa da cavalgada de abertura da feira agropecuária Expovel. Apenas um grupo deu seguimento ao trabalho, foi melhor assim , ia ser difícil eu me desdobrar em atenção a 4 grupos.
Escrito por Vania Beatriz às 00h49
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Deuscidências e a Oficina de Videoclipes
Certa vez fui criticada porque escrevi num projeto de pesquisa que a parceria se iniciara num encontro casual (o que era um fato). A doutora/cientista não aceitou mencionar coincidência em pesquisa. Engoli o sapo, aliás não engoli, ficou atravessado na garganta.
A realização de uma Oficina de Produção de Videoclipes Educativos em parceria com a Termonorte , no dia de ontem na escola Marcelo Cândia , em Porto Velho, veio provar que se não foi coincidência foi por Deuscidência, que conseguimos realizar um evento envolvendo uma rede de amigos e situações coincidentes.

Como pesquisadora, coordeno um projeto de Comunicação da Ciência florestal e uma das metas é produzir videoclipes educativos com músicas de artistas amazônicos. A criação dos videoclipes seria minha e ponto.
Como estudante de jornalismo, em março não pude ir ao UNIRON no bairro, por coincidência na mesma escola. Pedi ajuda ao Nilton, meu colega e caroneiro na volta da Faculdade, para que eu pudesse redigir um texto sobre o evento que faltei. Ele disse: “... faça sobre o projeto de educação ambiental que a escola vai fazer com a “Eletronorte”... “, uma informação imprecisa, descobri mais tarde quando no google tentei achar alguma informação sobre o tal projeto e não encontrei nada!
Era uma sexta-feira à noite, eu viajaria no domingo e deveria deixar o texto pronto. No sábado, parei numa papelaria só para comprar uma lapiseira para minha filha, voltaria logo pra casa para arrumar a mala, mas quando vi que o guardador de carro já havia colocado um papelão no pára-brisa, resolvi entrar em uma loja, foi lá que encontrei a Marilza, jornalista que conheço de longa data, mas com quem mantenho pouco contato.
Conversamos sobre filhas adolescentes, sapatos, jornalistas e professores da Fac. Perguntei se ela sabia quem era o responsável pelo projeto da Eletronorte, veio a surpresa: a empresa não era a Eletronorte , mas a Termonorte e coincidência! A responsável era ela.
Foi Deus que te mandou! Disse-lhe e pedi uma entrevista. Ela rapidamente foi até o carro e trouxe um folder sobre o projeto, fiz algumas perguntas, trocamos e-mail e pouco depois, quando cheguei em casa , já encontrei um e-mail dela com informações detalhadas sobre o projeto e a escola. Daí veio o convite para eu ir fazer uma palestra sobre o meu projeto e de lá veio a idéia de fazer a Oficina com os jovens da escola.
Foi muito bom trabalhar com uma juventude, interessada e já sensibilizada para as questões ambientais. A previsão era de ter 30 alunos, apareceram mais de 50 e quatro professores. Não foi por coincidência que contei com duas auxiliares muito eficientes: Monique e Sâmia, estagiárias na Embrapa.
Levei nove músicas para que os alunos escolhessem pelo menos duas para fazer os videoclipes. Como a turma ficou numerosa, fizemos quatro grupos que escolheram duas toadas de Boi (Caprichoso e Garantido) e duas de músicos de Macapá : Nivito e Zé Miguel/Joaozinho Gomes.
O dia foi um dia muito cansativo, aliás a semana toda de preparativos, mas no final, quando os jovens me surpreenderam, pedindo bis, cantando e fazendo coreografia com a música Peróla Azulada, me emocionei e me senti recompensada por tanto cansaço.

Escrito por Vania Beatriz às 22h13
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Entre a Caridade e a Ruindade
O casal é assalariado do serviço público e foi assim, à base de economias e renúncias a alguns confortos que construíram um patrimônio. A antiga casa está fechada a mais de 2 anos por conta de uma lenta reforma.
Quando finalmente parecia estar pronta para ser alugada, ele decidiu fazer uma piscina, para valorizar o aluguel, e a obra se arrasta, entre as crises de falta de mão-de-obra qualificada e de renovação de empréstimo.
Enquanto isso a casa acolhia temporariamente, um idoso a quem ele tomou por amigo, por se parecer com o pai já falecido. Nestes 2 anos, “ O Velho” , a cada vez que vinha do sítio , no alto Rio Madeira, foi hóspedes várias vezes, sempre sozinho. Desta vez trouxe Maria, a mulher. Não demorou apareceram os filhos, noras e netos da Maria para visitas.
Eu o alertei: - cuidado esse pessoal, vai ver essa casa grande, cheia de quartos, daqui a pouco vai querer tomar posse. Não deu outra, hoje , acordou-me indignado. Na calada da noite os filhos de Maria, chegaram com colchões e panelas. As 7 hs da manhã fora na casa, estavam três quartos ocupados, todos com o ar-condicionado ligado.
Um abuso ! indignou-se ele, que deu o basta na hora. E lá se foi a família e suas tralhas rumo à periferia. Situação difícil de lidar, fico dividida, entre ser caridosa, ou compreender o “homem mau” que tem a coragem de “expulsar” os pobres.
Reputo o que ele considera abuso, à má-educação, falta de noção, a mesma que faz com que venham comer e sequer coloquem o prato na pia, muito menos se ofereçam para lavar a louça , ou passar um café.
Sem falar na falta de noção de economia. Enquanto nós ficamos aqui dormindo de ventilador para economizar no uso de ar-condicionado, os agregados estavam com três aparelhos ligados! Essa era a maior indignação dele.
Por essas e outras que eu prefiro não acumular bens, essa casa é um exemplo de algo que só deu prejuízo e aborrecimentos até agora. Por mim, melhor não mais tê-la!
Escrito por Vania Beatriz às 19h52
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ANJO
Quanto tudo parecia estar uma grande meleca , veio um anjo e soprou no meu ouvido:

“ Ao levantar e ao deitar ore fervorosamente pedindo ajuda e resposta. Durma fique atenta ao silêncio da alma. Não perca a FÉ, Deus está contigo. Estou aqui, sou teu anjo da guarda, ajudarei na oração. PAZ, LUZ, AMOR”.
Então paz, luz e amor, retransmito aos amigos e principalmente aos inimigos, se houver.
Escrito por Vania Beatriz às 09h16
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Não deu!

O final de semana em Manaus, conciliando trabalho, lazer e o show do Zé Miguel, “miou”, como diz minha amiga Gabi, em sua gíria carioca.
As 17hs já estava no aeroporto, as 18:05 eu já havia comido chocolate, besteritos, comprado um livro e lido a metade, e tomado muita água, ansiosa como sempre diante de um vôo.
Com apenas 20 minutos de atraso, o avião chegou, vindo do Acre, sairia dentro de minutos e em pouco mais de 1h eu estaria em Manaus. Isto SE o avião da GOL, não tivesse com um problema ( uma janela quebrou). Vôo cancelado e com previsão de saída somente no sábado pela manhã. Lá se foram por terra meus planos. Desisti da viagem já que não chegaria a tempo pra meus compromissos.
Além de perder o trabalho, perdi a chance de aproveitar para assistir ao assistir ao show do meu conterrâneo Zé Miguel ; rever minhas amigas sindicalistas Simone e Mirilete e junto com esta comemorar o aniversário familiar. Com um pouco de sorte ainda conseguiria levar minha fotográfica para consertar na Panasonic ( vitima de uma queda na Praia Grande).
Sem tempo para chorar o leite derramado, voltei pra casa e fiz o jogo do contente porque:
- Minha filha ficou feliz porque eu não viajei. O pai poderia barrar as pretensões dela de ir par ao Show do Asa de Águia. ( ele tem essa mania de não querer deixar ela sair, quando eu viajo);
- Fui pra minha aula, deixei de levar uma falta e assistimos o filme sobre o Ônibus 174 e devo escrever um artigo, valendo nota.
- Vou aproveitar o domingo, para chamar uma amiga para vir almoçar conosco, estou devendo isso a ela;
Enfim, SE eu tivesse ido a Manaus seria outra história, mas a história que está correndo é essa, eu não fui, então é encarar a realidade e não lamentar, afinal Deus escreve certo por linhas tortas , não é o que dizem?
Escrito por Vania Beatriz às 15h08
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Estou adorando Soletrar

É muito melhor e instrutivo do que perder tempo diante da TV. Nas primeiras tentativas, a pressa me fez errar, depois fui pegando os macetes, mas já vi que ando mal no uso do hífen, o mesmo que derrubou a minha conterrânea na semi-final.
Consegui chegar a etapa intermediária, mas o máximo de ponto foram 330. Nesta aqui derrapei no hiato, que é sem acento e eu o acentuei pensando em hífen.
Escrito por Vania Beatriz às 23h39
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Beatriz, nossa estrela maior

Mãe, tu és o nosso maior tesouro!
Escrito por Vania Beatriz às 17h09
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Gente de Música
Escrito por Vania Beatriz às 03h59
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Era uma vez um post
Quando tudo se encaminhava para o final do texto, veio a msg. de erro
Desisti
Só repetirei o link para ler sobre a Palestra .

Peróla Azulada foi outro videoclipe exibido. O chapéu de latinhas recicladas , presente da mana Zany, fez sucesso. Olhem o "batalhão" de fotógrafos e cinegrafistas. rsrsrs
Escrito por Vania Beatriz às 00h23
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Equação
(19 – 2) – 18 = esperança
Meus portos: Macapá, Belém, Viçosa, Porto Velho
Para muitos desempregados hoje é apenas mais um dia. Para outros é o Dia do Trabalho ou do trabalhador. Outros lembrarão que é o dia de aniversário de morte do Ayrton Senna. Para mim é dia marcante também, foi num 1º. de maio, há 19 anos, que atraquei o meu barco neste Porto Velho.
Os 19 anos de Rondônia suplantam os 18 anos de “nascida e criada” em Macapá. Pronto, agora já posso, além de me emocionar com o Hino de Rondônia , bater no peito e dizer : “... eu sou rondoniense, eu sou daqui e exijo respeito”, como dizem os personagens da propaganda oficial do governo do estado.
“Degredada filha do Amapá que sou”, sempre fiz essa conta: se quisesse realmente voltar pra minha terra, não poderia deixar essa ultrapassagem acontecer. Mas, pensando bem, a conta ainda não está fechada, subtraia-se destes 19, os 2 anos passados no mestrado em Minas Gerais, e teremos aí o saldo de 1 ano a favor do Amapá.
O jogo portanto não está totalmente perdido, até porque ficar aqui não é perda, mas ir para o Amapá com certeza é ganho. Ganho com novas perspectivas de trabalho e de estudo, e ganhar o convívio mais próximo com a Grande Família , e com as novas e antigas amizades firmadas “na minha casa”.
E assim, entre planos e sonhos lançados ao ar, sigo dançando conforme a música: ora vou de Hino de Rondônia, ora vou de “Solidão Urbana” (Zé Miguel, no disco Lume) que faz coro à minha vontade de " voltar pra casa!" :
.... Eu preciso voltar...
Vou voltar de qualquer jeito Se preciso a pé Com sorte na carona de um caminhão Quem sabe de avião Nem que seja na asa Eu vou voltar pra casa... Eu vou voltar, pra minha casa! ...
Escrito por Vania Beatriz às 11h52
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As orações de mamãe

Mamãe, com o Pe. José recebendo o vale-bicicleta, que ganhou por ter tirado o primeiro lugar em uma Gincana sobre conhecimentos biblícos.
Quando eu era criança só ouvia os vizinhos e parentes chamarem mamãe pelo nome de Biata. Julguei que esse fosse mesmo o seu nome, só na adolescência vim a descobrir que o nome de mamãe era Beatriz, como o meu.
Eu já havia saído de casa , quando o apelido de mamãe mudou para D. Bia. Ela livrou-se do apelido mas não da carolice. Mamãe é uma beata daquelas que vai a missa todos os dias (ou quase).
Essa intimidade com a reza ela transfere para os santos, como já contei no meu livro de crônicas:
As vezes , quando a ouço clamar aos céus por pedido tão bobo, do tipo , “ a meu Deus , tomara que não chova , que é pra secar essa montanha de roupas” eu a advirto:
- mamãe, não fique “alugando” Deus, com causas pequenas. Não peça para não chover, pois os agricultores estão precisando mais de chuva do que a senhora de sol.
Mas mamãe é uma beata incorrigível. No domingo passado, voltando de viagem, liguei do aeroporto de Brasília, para tomar-lhe a benção semanal e avisá-la de que já estava no rumo de casa. Um sossego que seria desassossego, pois sabia que ela estaria rezando pelo avião levantar e pousar sem turbulências.
Neste domingo, quando nos falamos ao telefone novamente, ela me perguntou: e como foi de viagem ao Rio de Janeiro?
- Eu não fui ao RJ mãe, fui a São Paulo.
E ela: - ah não? E eu aqui pedindo a Deus que a minha filha não pegasse essa dengue que está dando no Rio de Janeiro.
E assim minha mãe vai queimando suas fichas com Deus. ;-)
Escrito por Vania Beatriz às 03h37
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Ecos da Viagem
Há muito pra contar, depois de uma semana de viagem no trecho P. Velho – São Paulo, mas há muito mais a fazer: estudar, trabalhar, cuidar da família. Então só uns flash:
ANTES - Saída de P.Velho na madrugada do dia 14. Sem atraso. Café na madrugada, café no amanhecer. As 10hs estávamos em SP, ao meio-dia em Atibaia. Chegamos em boa hora , a do almoço.
DURANTE
Congresso de terça a quinta-feira. Muita discussão, e emoção. Lideranças renovadas. As noites eram reservadas para atividades culturais. A turma do Norte, sempre unida. Valmir, do Pará, cantou e eu acompanhei: “...era uma vez na Amazônia, a mais bonita floresta....”.
Revi colegas que há muito tempo passaram pela Unidade e pela minha vida: Alexandre, que está no Ceará; Lenildo, que está em Brasília e JK na Paraíba. E aqueles, com quem estivemos na plenária Norte, em Macapá. Amizades que se solidificam.
Atlântida Park Hotel, no início maravilhada com o excelente atendimento, mas no final, decepção: roubaram a calça com a qual eu viajaria. Em protesto fui enrolada na toalha, reclamar na recepção. Não deu em nada, a gerência disse não poder se responsabilizar!

DEPOIS
Sexta – Tour por São Paulo. Detesto a muvuca da 25 de março, mas fui. O melhor mesmo foi o depois: almoçar no Mercado Municipal sempre movimentadissimo!

Sábado/Dom - Em Santos (Praia Grande) , com os amigos 2x4. “mais do que colegas, mais do que amigos, somos seres irmanados pelo Universo”: Daniel, Joana, Mirilete, Rubens e Simone.

Dom/ Seg - Corrida maluca na volta pra SP. Medo de congestionamento , ônibus perdido, corrida maluca e uma carona até Guarulhos. Mala, malex e de mochila nas costas fui ao encontro da amiga Dani, que me levou a uma maratona de compras de sapatos ( eu adorei ter uma sessão tamanho 40 só pra mim!
Experimentei UM MONTE!Cada um mais lindo que o outro. Mas comprei apenas 3 pares, e renuncia a muitos outros, pelo bem do exercício do consumo responsável, e em nome das crianças que passam fome na África! (sério!).
Na segunda de feriado em SP, fomos à muvuca da 25 de Março e almoço no Mercado Municipal. A modéstia não me impede de revelar, que quando eu estava em visita ao famoso Mercado, a imprensa correu pra fazer a "cobertura do evento". Atendendo ao pedido dos fãs, vou liberar uma foto. ;-)

Antes de embarcar, fui na Japan Airline, deixar um pacotinho de lembranças para Márcia , uma amizade de internet ( não pudemos nos conhecer , mas trocamos telefonemas e gentilezas). Ela enviou pelo marido um pacote que trouxe do Canadá para mim e outro que veio de NY, uma grande surpresa.
Por minha vez, mandei pelo portador, uma caixinha com sequilhos de cupuaçu, um livro meu e um colar do artesanato indígena do Amapá. Coisas que a rede de amizades firmadas através da internet cria, e eu acho maravilhoso.
Na volta – madrugada de 22 de abril , no aeroporto de Brasília.
Encontrei uma amiga e seu filho de 3 anos. O garoto, cansado de esperar pela saída do vôo , assumiu o seu lado "enfant terrible": fazia seus carrinhos voarem no rumo de outros passageiros. Culpa da TAM que atrasou o vôo por mais de 2h, e ninguém respondia a uma perguntinha básica do pequeno: - mãe, porque que a gente não vai logo pra esse avião?
Escrito por Vania Beatriz às 01h14
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Leseiras
Leseiras
Já tive um blog chamado Leseiras, só porque eu sou a rainha das gafes e das leseiras. Aqui registro novas leseiras:

Depois de enfiar o pé na jaca-lama. Achei que estava com sorte , pois além de uma sandália rasteirinha, tinha mais um par de calçado com saltos , na mala do carro. E também papel higiênico, com o qual consertei a kgada = retirei a lama dos pés. Quando tudo parecia estar bem, entra um carro em alta velocidade no estacionamento, e me respinga lama no lado esquerdo da roupa , mas como roupa não tinha na mala do carrão, foi o jeito encarar.
Manicura de 20
No sábado no salão a filha fez "pé e mão": pintou as unhas, pediu pra trocar de cor. Já eu alérgica , só faço mesmo retirar as cutículas, mas na hora da conta é o mesmo R$20,00. Mas não é R$15? E para mim, que não pinta, não deveria ser menos ainda?
Reclamações só para consumo interno, posto que sou uma lesa, e não sei economizar.
Minha amiga Eli, a cada reencontro , reconta a história do dia em que nos encontramos num embarque num navio rumo a Belém, ela ficou indignada , quando me viu pagar 5 reais por volume de bagagem.
Cabeleireiros Costureiras, pedreiros, e ...
Namorido acha que sou uma mulher de sorte , por não ter que lidar com os temperamentais pedreiros e demais trabalhadores da obra . Isso porque ele não sabe o que é lidar com cabeleireiras, que sempre tem uma palavra negativa para o trabalho anteriormente feito por outro profissional no teu cabelo, e o pior ainda , que sempre acham umas “pontinhas pra aparar”
Sem falar nas costureiras de reparos. No sábado fui mais uma vez buscar , seria melhor dizer “resgatar” ? Uma roupa que deixe para reparos antes da viagem anterior. Finalmente entregou, mas a roupa estava praticamente estragada, a mulher , além de cortar mais curto do que o que pedi, apertou tanto, que está estrangulando meu braço, quando dobro o cotovelo. Sem falar que a costura do lado ficou abaulada e a dobra com uma diferença de tamanho, que nem eu que não sei costurar , não faria.
E se eu não fosse tão lesa , teria retirado a outra roupa que deixei para encurtar. Antes que ela estrague e a elegante calça de risca de giz , que eu quero que vire cigarrete , corre o risco de virar short!
Escrito por Vania Beatriz às 03h29
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